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O deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ) apresentou um projeto na Câmara para criação do território do Pantanal, incluindo 20 municípios entre Mato Grosso e Mato Grosso Sul. Isso não é novidade, eu sei. Mas às vezes o assunto cai no esquecimento e a gente só lembra quando, por exemplo, o Gabeira vem a Cuiabá, como aconteceu nesta segunda e terça-feira, quando a CPMI dos Sanguessugas veio ouvir acusados do caso.
Muito bem. Abordado por jornalistas, o deputado informou que a votação do plebiscito para criação do tal território só deve acontecer no ano que vem, mas a matéria já foi aprovada pela Comissão da Amazônia. A situação, no mínimo interessante, é que o Gabeira não é parlamentar do Estado, não é natural daqui e não conhece a realidade da região.
Por que? Que motivo leva um deputado a apresentar uma proposta como essa que sequer foi discutida com a população interessada? Até onde eu sei, a resistência é grande nos dois Estados. O lado positivo de tudo isso é que o parlamentar não tem autonomia para propor exatamente a criação do novo Estado, ou território. O que ele faz é pedir a realização do plebiscito. E nessa consulta, fica a cargo da população dizer se aceita ou não a divisão territorial. Ainda bem. Caso contrário, Mato Grosso estava perdido. O que tem de parlamentar metendo o bedelho onde não deve.
Para quem não se lembra, um dos projetos que propõe nova divisão de Mato Grosso também é de um deputado de fora daqui, de Rondônia. Será que isso acontece porque nossa bancada federal é inoperante, de pouca representatividade?
Mato Grosso é um Estado grande em território, com economia em desenvolvimento, maior produtor de grãos do país e não pode aceitar tanta interferência de fora.
criado por valeria.cba
11:12:09